terça-feira, 22 de julho de 2014

Quem nasce na guerra a paz .....

Foto:http://www.ips-dc.org/the_gaza_ceasefire_holds_a
_little_bit_to_be_thankful_for/
Estamos acompanhando mais uma vez o conflito entre palestinos e israelenses na conhecida Faixa de Gaza. Muitas opiniões são tecidas a cada escalada de conflitos na região e algumas mostram o despreparo e o desconhecimento ao que se diz respeito a toda esta violência.  Muitas são as questões e não cabe a mim fechar qualquer uma delas, pois cada uma é tão complicada para cada lado. Certa vez ouvi um líder, ao ensinar a partir da bíblia, localizou a origem dos dois povos dentro deste livro, a grosso modo uma briga de família, mas o mesmo deus cuidando de cada qual herdeiro de um mesmo pai. Para resumir uma frase que não sai da minha cabeça quando penso nisso tudo, é da música dos Racionais MC´S.        "para quem nasce na guerra a paz nunca existiu", ou seja desde a origem destes dois povos a discórdia estava lançada.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

O preço do amanhã

Tempo é dinheiro! Viver sempre na correria é normal hoje em dia, não parece mas estamos sempre devendo algo e geralmente a desculpa é: "Não tive tempo. Não deu tempo." Esta película representa bem parte de nossa correria.



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Presidente Uruguai Mujica na Rio + 20

Confira o discurso do presidente uruguaio José Mujica, um dos líderes do Tupamaros. Grupo de resistência a Ditadura Militar na década de 70 naquele país.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Curitiba Revisitada


CURITIBA REVISITADA

de Dalton Trevisan* 

Que FIM ó Cara você deu à minha cidade
a outra sem casas demais sem carros demais sem gente demais
ó Senhor sem chatos demais
essas tristes velhinhas tiritando nas praças
essas pobres santíssimas heróicas velhinhas
todas eram noivas todas tinham dezoito anos todas coxas fosforescentes
todas o teu único e eterno amor
que fim levaram
a que fim me levaram?
quem sabe até uma boa cidade
ai não chovesse tanto assim
chove pedra das janelas do céu chove canivete dos telhados
chovem mil goteiras na alma
nesse teu calçadão de muito efeito na foto colorida
não se dá um passo sem escorregar dois e três
como faz frio espirro tosse gripe sinusite
de você para sempre o sol esconde o carão de nariz vermelho
uma das três cidades do mundo de melhor qualidade de vida
depois ou antes de Roma?
segundo uma comissão da ONU
ora o que significa uma comissão da ONU
não me façam rir curitibocas
nem sejamos a esse ponto desfrutáveis
por uma comissão de vereadores da ONU
ó cidade sem lei
capital mundial de assassinos no volante
santuário do predador de duas rodas sobre o passeio
na cola do pedestre em extinção 
a melhor de todas as cidades possíveis
nenhum motorista pô respeita o sinal vermelho
Curitiba européia do primeiro mundo
cinqüenta buracos por pessoa em toda calçada
Curitiba alegre do povo feliz
essa é a cidade irreal da propaganda
ninguém viu não sabe onde fica
falso produto de marketing político
ópera bufa de nuvem fraude arame
cidade alegríssima de mentirinha
povo felicíssimo sem rosto sem direito sem pão
dessa Curitiba não me ufano
não Curitiba não é uma festa
os dias da ira nas ruas vêm aí
eis o eterno vulcão de fumo pestífero do Hospital de Clínicas
você toca na torneira quem viu água de tal cor
a menina atende o telefone outra vez o maníaco sexual
ali na rua o exibicionista que abre a capa preta
em cada janela o brilho do binóculo do frestador
batem na porta é um assalto
na praça leva um tranco já sem carteira nem tênis
tua mulher sobe no ônibus cadê a bolsa
tua filha pára na esquina lá se foi o quinto relógio
não proteste não corra não grite
do ladrão ou do policial
o primeiro tiro é na tua cara
cinqüenta metros quadrados de verde por pessoa
de que te servem
se uma em duas vale por três chatos?
até os irmãos cenobitas
no resto do mundo a igreja fiel da quietude
os irmãos chamados silenciosos
e na Rua Ubaldino
os adoradores da bateria e da guitarra elétrica do Juízo Final
que murcham as flores
azedam o leite da moça grávida
espantam o último gambá do porão
ai da cólera que espuma teus urbanistas
apostam na corrida de rato dos malditos carros
suprimindo o sinal e a vez do pedestre
inaugurada a caça feroz aos velhinhos de muleta
se não salta já era
em cada esquina os cacos da bengala de um ceguinho
quem acerta o primeiro paraplégico na cadeira de roda
não me venham de terrorismo ecológico
você que defende a baleia corcunda do pólo sul
cobre os muros de signos do besteirol tatibitante
grande protetor da minhoca verde dos Andes
celebra cada gol explodindo rojão bombinha busca-pé
mais o berro da corneta rouca ó mugido de vaca parida
a isso chama resgate da memória
não te reconheço Curitiba a mim já não conheço
a mesma não é outro eu sou
nosso caso passional morreu de malamorte
a dança do apache suspensa entre o beijo e o bofetão
cada um para seu lado adeus nunca mais
aos teus bares bordéis inferninhos dancings randevus
cafetinas piranhas pistoleiras putanas
virgens loucas virgens profissionais meias virgens
as que nunca foram
nenhum cão ou gato pelas tuas ruas
todos atropelados
um que se salve aos pulos da perninha dura
pronto fervendo na panela do teu maloqueiro
nunca mais a visão da cadelinha arretada
com a fila indiana de galãs vadios
nunca mais a serenata de gatões no telhado
nunca mais uma simples moça feia à janela
cotovelos na almofada de crochê
nada com a tua Curitiba oficial enjoadinha narcisista
toda de acrílico azul para turista ver
da outra que eu sei
o amor de João retalha a bendita Maria em sete pedaços
a cabeça ainda falante
o medieval pátio dos milagres na Praça Rui Barbosa
as meninas de minissaia rodando a bolsinha na Rua Saldanha
o cemitério de elefantes nas raízes da extremosa na Santos Andrade
o necrófilo uivador nos túmulos vazios das três da manhã
não me toca essa glória dos fogos de artifício
só o que vejo é tua alminha violada e estripada
a curra de teu coração arrancado pelas costas
verde? não quero
antes vermelha do sangue derramado de tuas bichas loucas
e negra dos imortais pecados de teus velhinhos pedófilos
por favor não me dê a mão
não gosto que me peguem na mão
essa tua palma quente e úmida
odeio o toque do polegar no meu punho
horror de perdigoto no olho
me recuso a ajoelhar no templo das musas pernetas
aqui pardal aos teus panacas honorários e bacacas beneméritos
essa tua cidade não é minha
bicho daqui não sou
no exílio sim orfão paraguaio da guerra do Chaco
o que fica da Curitiba perdida
uma nesga de céu presa no anel de vidro
o cantiquinho da corruíra na boca da manhã
um lambari de rabo dourado faiscando no rio Belém
quando havia lambari quando rio Belém havia
o delírio é tudo meu do primeiro par de seios
o primeiro par de tudo de cada polaquinha
e os mortos quantos mortos
uma Rua 15 inteirinha de mortos
a multidão das seis da tarde na Praça Tiradentes só de mortos
ais e risos de mortos queridos
nas vozes do único sobrevivente duma cidade fantasma
Curitiba é apenas um assobio com dois dedos na língua
Curitiba foi não é mais
*Publicado em “Dinorá”, edição de 1994

terça-feira, 26 de junho de 2012

Teorias da Sexualidade: Para mim Individualismo e mais uma mercadoria


Apesar de o tema sexualidade ser carregado de vários tabus muitos pensadores se comprometeram a falar e a pensar o tema. Podemos analisar e concordar que a sexualidade pode ser encarada e significada diferentemente por muitas sociedades, e por isso afirmar em uma teoria única e exata sobre o assunto é um grande erro, e pelo fato que o sexo foi se evoluindo e sempre sendo caracterizado de diferentes formas nas sociedades, é difícil fechar uma só teoria sexual.
A sexualidade como qualquer outra manifestação do instinto humano, vai se transformando na história, ou evoluindo como defendem os evolucionistas, que acreditam e atribuem aos fatores relacionamentais do sexo, como uma das práticas mais primitivas de organização do homem. Outros pensadores atribuem que a relação social do homem vai definir suas relações sexuais.
No contexto dos primeiros antropológicos, uma sociedade européia medieval e cristã, o sexo e suas relações eram atribuídos e coordenados pela Igreja.
Outros teóricos atribuíram simplesmente que o sexo é uma reação biológica e parte integral e fundamental dos instintos humanos. Este fator biológico da espécie humana define-o diferentemente dos outros animas.
Hoje o sexo é parte pertencente a globalização, ou seja, existem modelos e legados padronizados por uma cultura, que cada vez mais se interessa em lucrar, e o sexo é um excelente mercado e não poderia ficar de fora da prateleira. Mas algo que o capitalismo das relações sexuais, ou propriamente sexo, tem para hoje, é o sentimento de liberdade e escolhas individuais que cada humano pode atribuir a seu corpo. Ser gay, lésbica, homo, hetero, passa a ser cada dia mais uma escolha individual e um processo interno de valores e paixões do que um simples fator de conseqüências das relações sociais propriamente ditas. Com o individualismo e os grandes centros cada vez mais plurais, cada pessoa pode escolher que sexo praticar, ou como encarar suas relações sexuais.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Você compra ou conquista seu tempo livre?


A relação do tempo e o trabalho nos dias atuais ainda são marcados pelo relógio e principalmente pelo mercado de trabalho. Não é de hoje que o jargão tempo é dinheiro, é citado como uma veracidade.
Claro que novos postos de trabalho e novas relações de trabalhadores e patrões alteram com o passar do tempo, a sociedade urbana ainda é ritmada toda ela pelo horário do trabalho e o padrão que o trabalho estabelece para cada individuo.
Hoje temos diferentes condições de trabalhos e funções tais como: trabalhos noturnos, meio período, o dia todo, a semana toda.
Quero analisar estas relações com o tempo trabalho e o tempo livre. Ao mesmo tempo que precisamos do tempo do trabalho para subsistir, ou seja para ganhar dinheiro, o nosso tempo diário e quase todo o noturno é recheado de outras atividades. O tempo de trabalho nos proporciona mais que somente o salário ou a sobrevivência, é o tempo que passamos trabalhando que vai definir nosso tempo livre. Atualmente é muito difícil encontrar trabalhadores que não tenham outra atividade em outro determinado tempo do seu horário diário. Academia, esportes, lazer e diversão, todo o tempo e dinheiro gasto com isso, é fruto do nosso trabalho (dinheiro ganho trabalhando).
É fácil observar isso as vésperas de um feriado ou a proximidade com o fim de semana, quando planejamos nosso tempo livre com atividades e diversões.
Como os primeiros assalariados no século XIV, o nosso trabalho é o motivo e o financiador do lazer e da festa, naquela época ainda no inicio da revolução industrial, os sistemas de trabalho estavam em formação, mais a vontade de aproveitar o tempo fora do trabalho fabril, era em muitas vezes extrapolados a dias de festas e bebedeiras.
Penso que como aqueles, hoje queremos viver e ganhar mais para aproveitar e conquistar as coisas que o próprio mercado nos ensina e nos apresenta como prazeroso e vitorioso. Creio que até mesmo o que fazer com o nosso tempo livre é utilizado pelo mercado capitalista como um produto. E por isso o tempo livre dever ser oferecido como uma mercadoria para diferentes classes de trabalhadores conforme seu ganho e sua condição de adquiri-lo. 

domingo, 17 de junho de 2012

MST



Quem você pensa que eu sou
aquele que você viu na TV
o que te faz pensar que sou tão diferente de você
pois eu tenho família e também meus filhos pra criar
e sou eu que estou aqui
lutando porque é meu por direito
Devo ocupar
Devo produzir 3x
Devo resistir
Pouco me importa se você não gosta
da cor da minha bandeira
Pois sou eu que estou aqui
e sou eu que tomo bala nos que
deviam me defender
falsos amigos de uma nacão não querem ensinar
o que é um cidadão
Devo ocupar
Devo produzir 3x
Devo resistir
"O campo brasileiro, continua produzindo sangue
e assistindo como no passado ao desfile de bandeira
vermelhas, entre multidoes de miseraveis
sob o comando do MST. Combater a latifundio,
desapropriar, ocupar e destribuir. As palavras de ordem
resistem ao tempo como resistem a concentração fundiária
0,9% dos produtores detem mais de 35% das terras.."
A ganância dessa elite já foi demais
400 anos de massacre também já é demais
Vou ocupar
Vou produzir3x
Vou resistir

PODER AO POVO !!!
Letra da música MST da Banda Dead Fish

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Volta as aulas

Eita galera começou as aulas novamente, comecei bem, segunda meu carro quebrou e já fiquei pelo caminho, perdendo meu primeiro dia de aulinha. Tudo a ansiedade ficou transferida para quarta - feira, e não sei porque tinha esquecido que quarta na UTP é dia de aulas em conjunto com outros cursos, a minha sorte é que misturam alunos de histórias com as garotas de pedagogia, imagina minha felicidade quando me dei conta disso. A primeira aula de fato foi a do segundo horário, pois na primeira uma socióloga, que dará fundamentos antropológicos da educação, se limitou a se apresentar e distribuir um pequeno texto. A segunda aula já foi melhor. Fundamentos Filosóficos da Educação, professor bom, do mestrado e doutorado, tendo que cumprir aulas/horas, na graduação. Hoje tem um pouco mais. Antropologia. Matérias de história nada, este é o problema de escolher as aulas sendo desperiodizado, as aulas que você acha chata um dia chegam, mais conhecendo-as você repara que não são aquele bicho. Deixo um pensamento apos ouvir os ensinamentos do professor Fausto dos Santos da aula de quarta. O ser humano aprende a ser humano imitando outro humano. Um ser livre. E ser livre é fazer escolhas diariamente.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Resenha - O processo Institucional da Conquista Espanhola

O Processo Institucional da conquista
Hérnan Héctor Bruit
No capitulo primeiro de seu livro: Bartolomé de Lãs Casas e a simulação dos vencidos. Campinas: Ed. Unicamp, 1995. p-21-58, Bruit faz um relato de todo o processo da conquista hispânica por meio de suas instituições, durante o século XVI, o que ele e outros autores e cronistas da época do descobrimento, reconhecem como um processo institucional da conquista espanhola. As primeiras páginas de seu livro o autor vai abordar as principais leis e editos reais que legitimam toda a colonização e exploração do Novo Mundo. Outro fator analisado por Bruit é o trauma que esta conquista teve na mentalidade e no dia-a-dia dos índios americanos. Veremos como funcionou então a institucionalização da conquista.
Um dos principais elementos destes editos reais era o poder concedido pelo rei ao colonizador, cedido provisoriamente como um serviço senhoril, o descobridor era nomeado vice-rei e governador, possuía autoridade para conquistar e fundar cidades, jurisdição, nomear oficiais de justiça. As organizações políticas nas Índias foram acontecendo para legitimar no inicio, atividades individuais de cada empresa de exploração-colonizadora, ou seja cada necessidade particular dos colonizadores. Em 1495 a Coroa decidiu ampliar a empresa de colonização e inclui interesses privados no processo. Novos colonos tiveram direito às terras e aos índios, a exploração do ouro, pagando um quinto ao Estado. Um grande número de funcionários públicos regulamentam e fiscalizam os editos reais, estes são os corregedores, que tinham atividades administrativas e fiscais na colônia. A Real Audiência foi o principal tribunal que defendia os interesses do Estado sobre os dos senhores e colonos. Bruit destaca a idéia de solução proposta pos Las Casas, ao tentar criar uma alternativa, uma sociedade de base camponesa com estilo europeu, para acabar com o uso da força e exploração dos indígenas americanos, passando estes a uma relação livre de contrato de trabalho. Os índios “estavam” escravos aparados no “Direito de Gentes”, que fundamentava a escravização de povos que fizessem guerra aos espanhóis. Somente em 1542 foi abolida a escravidão indígena, que foi substituído pela ‘encomenda’.
A encomenda era um concessão feita pelo Estado, aonde o índio era cedido ao colono, em troca de uma salário pago pó seu trabalho e aonde o colono deveria  evangelizá-lo. O trabalho passou a ser compulsório, segundo Bruit, pois os colonos cobravam tributos e direitos concedidos a estes índios. Em 1530 a estrutura da encomenda foi definida, principalmente as taxas que os índios deveriam pagar, tentando livrá-los de serem lesados. O autor vai apresentar o dado que em 1540, “o desastre demográfico americano era evidente” e que Bartolomé de Lãs Casas, acredita que a principal causa desse evento é a encomenda. Novamente o Estado tenta regulamentar, mais os interesses individuais dos conquistadores e sua paixão pela riqueza rápida, causam uma reação negativa as Leis novas de novembro de 1542. No Peru como cita Bruit, explodiu uma guerra civil liderada por Pizarro, Na Nova Espanha as leis não foram aplicadas, ocasionando a suspensão das leis em 1546, pela coroa. Assim a encomenda foi oscilando com a vontade de cada  região até diminuir, mais sem dúvida foi a “instituição reguladora das relações de trabalho mais importante do período colonial” na América.
Outro processo abordado por Hérnan Bruit, é o trauma que todo este processo de conquista, militar dos povos americanos deve no índio, em sua mentalidade, em sua visão de mundo, sua religião, família. O autor que passar uma noção de trauma psicológico que se desenvolveu no índio, no período da conquista, ou a destruição de tudo aquilo que acreditava os homens da América. Segundo Bruit pode-se deduzir que este trauma foi coletivo e sua intensidade e profundeza variaram de acordo com o grau civilizatório de cada sociedade e de cada posição que ocupa o índio na estrutura desta civilização, destruída pelos espanhóis. A maior significação de perca dos índios pode ter ocorrido nas violações de seus filhos e mulheres, na destruição e silêncio de seus deuses, grande abalo em sues costumes, sem contar toda a violência física dos embates militares. As conseqüências destes confrontos foi envolvido no papel do simbólico, aonde superstições, premonições, imagens causou segundo o autor pânico e rezas de ambos os lados, Pois os índios acreditavam que os conquistadores eram deuses, ou representavam a volta de seus antigos deuses, uma vez que a aparição dos espanhóis coincidia com o ano do final do ciclo das maiores civilizações, e a volta dos deuses tanto dos Incas como dos Astecas. Todo a vestimenta européia era diferente das dos índios americanos, isso já representava um grandioso medo ao índio, principalmente pelos utensílios de prata usados para comer dos espanhóis, e para defesa. As espadas, machados e também os cavalos assustavam os indígenas, que com o ataque desses trovões (carabinas) aos seus templos e contra eles mesmos, transforma o medo existente em pânico total, transformando em deuses antigos em deuses do mal.
Assim o medo do índio foi se cauterizando em trauma, vendo seu mundo romper, tanto o real e principalmente o espiritual. Bruit traça que o trauma no inicio foi material, física, morte e destruição das cidades e das pessoas, a médio prazo este trauma foi demográfico com a quase extinção de toda uma raça, e a longo prazo, a morte lenta de uma cultura plurissecular. Este declínio demográfico pose ser considerado a doenças inseridas pelos espanhóis, a também a hipótese  de suicídios coletivos e individuais, abortos e a conquista violenta pela guerra dos espanhóis. Para Hérnan Bruit a conquista foi, para os índios, um turbilhão violento e dolorido, que para eles representou uma perda do interesse pela vida, a profunda angústia de sentir tudo acabado. Para o autor é possível ter uma idéia do tamanho do trauma psicológico que sofreu o índio, é somar a idéia de: guerras sanguinárias, doenças desconhecidas, fome, destruição das cidades, matanças, rapto de esposas e filhas, profanação dos templos e sepulturas. Pois este é o real trauma que este sujeito o índio durante o período todo da conquista, embora alguns cronistas da época tenham escrito algo, como  castigo divino para um povo pagão, ou a grande cobiça por metais preciosos do europeu, que justifica a matança.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O fim e os objetivos da Guerra no Iraque


Parece que esta chegando ao fim a guerra EUA X IRAQUE, como anunciou ontem o presidente americano Barack Obama, que  havia prometido o fim da guerra imediatamente apos sua eleição, levou quase 3 anos para acabar com a ocupação do país do Sadam e agora só o as vésperas da disputa presidencial daquele país, decidiu chamar suas tropas de volta para "home".

Mais você se lembra quais os motivos para a ocupação? 

Sem prova alguma, a ONU autorizou o inicio do conflito desconfiada de que o regime de Saddam Hussein estava produzindo a bomba atômica e possuía armas de destruição em massa. Armas que por sinal ele usou contra os Curdos ao norte do Iraque, crime que o levou a julgamento e condenamento a forca, lembre-se, tais armas usados por Saddam foram fornecidas pelos próprios americanos que patrocinaram a guerra entre Iraque e Irã.

Bem não foram achadas as tais armas, muito menos laboratórios de enriquecimento atomico e nem bomba alguma, um país que sofrera embragos econômicos (resolução 661 ONU) similares aos de Cuba, sobrevivia basicamente de suas vastas reservas de petróleo. 

Julgamento de Hussein 
BOMBA. Esta é a bomba atômica que os EUA queriam achar. No incio dos ataques, que aconteceu por meios de bombardeiros, atingindo prédios estratégicos do governo iraquiano, inclusive o museu nacional que continham relíquias de uma das maiores e mais poderosas civilizações da antiguidade os Mesopotâmios, civilização apontada com a primeira a desenvolver a escrita para registrar sua própria história. E onde se encontram o rio Tigre e Eufrates, conhecidos na Bíblia com a principal localização do Paraíso. Bem o único prédio que ficou em pé e não recebeu um TomaHallk foi o prédio do Ministério do Petróleo Iraquiano.

O saldo do conflito nestes anos é de 4.500 soldados norte estadunidenses morreram e pelo menos uns 60 mil iraquianos, entre soldados, civis, políticos e CRIANÇAS. Um "investimento" para o governo dos EUA de quase 1 trilhão de dolares. Investimento? Claro. Sobrou todo uma reserva petrolífera, uma nova "democracia" para sustentar, um país devastado por guerras e totalmente sem infra estrutura e por ai vai. Que empresas vão fazer estes serviços? Quem vai emprestar dinheiro para eles se reerguerem? Os mesmos que os destruíram.

Acompanhem os vídeos: O primeiro evidencia com era o dia dia no Iraque antes da ocupação norte estadunidense, foi criado por uma agencia evangélica para ajudar as crianças. O segundo é uma declaração de um veterano soldado dos EUA, sobre os motivos reais da guerra. Prestem atenção no segundo vídeo, ele é mais atual e retrata o momento das primeiras organizações sociais contra o governo e o sistema econômico yankee