terça-feira, 26 de junho de 2012

Teorias da Sexualidade: Para mim Individualismo e mais uma mercadoria


Apesar de o tema sexualidade ser carregado de vários tabus muitos pensadores se comprometeram a falar e a pensar o tema. Podemos analisar e concordar que a sexualidade pode ser encarada e significada diferentemente por muitas sociedades, e por isso afirmar em uma teoria única e exata sobre o assunto é um grande erro, e pelo fato que o sexo foi se evoluindo e sempre sendo caracterizado de diferentes formas nas sociedades, é difícil fechar uma só teoria sexual.
A sexualidade como qualquer outra manifestação do instinto humano, vai se transformando na história, ou evoluindo como defendem os evolucionistas, que acreditam e atribuem aos fatores relacionamentais do sexo, como uma das práticas mais primitivas de organização do homem. Outros pensadores atribuem que a relação social do homem vai definir suas relações sexuais.
No contexto dos primeiros antropológicos, uma sociedade européia medieval e cristã, o sexo e suas relações eram atribuídos e coordenados pela Igreja.
Outros teóricos atribuíram simplesmente que o sexo é uma reação biológica e parte integral e fundamental dos instintos humanos. Este fator biológico da espécie humana define-o diferentemente dos outros animas.
Hoje o sexo é parte pertencente a globalização, ou seja, existem modelos e legados padronizados por uma cultura, que cada vez mais se interessa em lucrar, e o sexo é um excelente mercado e não poderia ficar de fora da prateleira. Mas algo que o capitalismo das relações sexuais, ou propriamente sexo, tem para hoje, é o sentimento de liberdade e escolhas individuais que cada humano pode atribuir a seu corpo. Ser gay, lésbica, homo, hetero, passa a ser cada dia mais uma escolha individual e um processo interno de valores e paixões do que um simples fator de conseqüências das relações sociais propriamente ditas. Com o individualismo e os grandes centros cada vez mais plurais, cada pessoa pode escolher que sexo praticar, ou como encarar suas relações sexuais.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Você compra ou conquista seu tempo livre?


A relação do tempo e o trabalho nos dias atuais ainda são marcados pelo relógio e principalmente pelo mercado de trabalho. Não é de hoje que o jargão tempo é dinheiro, é citado como uma veracidade.
Claro que novos postos de trabalho e novas relações de trabalhadores e patrões alteram com o passar do tempo, a sociedade urbana ainda é ritmada toda ela pelo horário do trabalho e o padrão que o trabalho estabelece para cada individuo.
Hoje temos diferentes condições de trabalhos e funções tais como: trabalhos noturnos, meio período, o dia todo, a semana toda.
Quero analisar estas relações com o tempo trabalho e o tempo livre. Ao mesmo tempo que precisamos do tempo do trabalho para subsistir, ou seja para ganhar dinheiro, o nosso tempo diário e quase todo o noturno é recheado de outras atividades. O tempo de trabalho nos proporciona mais que somente o salário ou a sobrevivência, é o tempo que passamos trabalhando que vai definir nosso tempo livre. Atualmente é muito difícil encontrar trabalhadores que não tenham outra atividade em outro determinado tempo do seu horário diário. Academia, esportes, lazer e diversão, todo o tempo e dinheiro gasto com isso, é fruto do nosso trabalho (dinheiro ganho trabalhando).
É fácil observar isso as vésperas de um feriado ou a proximidade com o fim de semana, quando planejamos nosso tempo livre com atividades e diversões.
Como os primeiros assalariados no século XIV, o nosso trabalho é o motivo e o financiador do lazer e da festa, naquela época ainda no inicio da revolução industrial, os sistemas de trabalho estavam em formação, mais a vontade de aproveitar o tempo fora do trabalho fabril, era em muitas vezes extrapolados a dias de festas e bebedeiras.
Penso que como aqueles, hoje queremos viver e ganhar mais para aproveitar e conquistar as coisas que o próprio mercado nos ensina e nos apresenta como prazeroso e vitorioso. Creio que até mesmo o que fazer com o nosso tempo livre é utilizado pelo mercado capitalista como um produto. E por isso o tempo livre dever ser oferecido como uma mercadoria para diferentes classes de trabalhadores conforme seu ganho e sua condição de adquiri-lo. 

domingo, 17 de junho de 2012

MST



Quem você pensa que eu sou
aquele que você viu na TV
o que te faz pensar que sou tão diferente de você
pois eu tenho família e também meus filhos pra criar
e sou eu que estou aqui
lutando porque é meu por direito
Devo ocupar
Devo produzir 3x
Devo resistir
Pouco me importa se você não gosta
da cor da minha bandeira
Pois sou eu que estou aqui
e sou eu que tomo bala nos que
deviam me defender
falsos amigos de uma nacão não querem ensinar
o que é um cidadão
Devo ocupar
Devo produzir 3x
Devo resistir
"O campo brasileiro, continua produzindo sangue
e assistindo como no passado ao desfile de bandeira
vermelhas, entre multidoes de miseraveis
sob o comando do MST. Combater a latifundio,
desapropriar, ocupar e destribuir. As palavras de ordem
resistem ao tempo como resistem a concentração fundiária
0,9% dos produtores detem mais de 35% das terras.."
A ganância dessa elite já foi demais
400 anos de massacre também já é demais
Vou ocupar
Vou produzir3x
Vou resistir

PODER AO POVO !!!
Letra da música MST da Banda Dead Fish