quarta-feira, 20 de junho de 2012

Você compra ou conquista seu tempo livre?


A relação do tempo e o trabalho nos dias atuais ainda são marcados pelo relógio e principalmente pelo mercado de trabalho. Não é de hoje que o jargão tempo é dinheiro, é citado como uma veracidade.
Claro que novos postos de trabalho e novas relações de trabalhadores e patrões alteram com o passar do tempo, a sociedade urbana ainda é ritmada toda ela pelo horário do trabalho e o padrão que o trabalho estabelece para cada individuo.
Hoje temos diferentes condições de trabalhos e funções tais como: trabalhos noturnos, meio período, o dia todo, a semana toda.
Quero analisar estas relações com o tempo trabalho e o tempo livre. Ao mesmo tempo que precisamos do tempo do trabalho para subsistir, ou seja para ganhar dinheiro, o nosso tempo diário e quase todo o noturno é recheado de outras atividades. O tempo de trabalho nos proporciona mais que somente o salário ou a sobrevivência, é o tempo que passamos trabalhando que vai definir nosso tempo livre. Atualmente é muito difícil encontrar trabalhadores que não tenham outra atividade em outro determinado tempo do seu horário diário. Academia, esportes, lazer e diversão, todo o tempo e dinheiro gasto com isso, é fruto do nosso trabalho (dinheiro ganho trabalhando).
É fácil observar isso as vésperas de um feriado ou a proximidade com o fim de semana, quando planejamos nosso tempo livre com atividades e diversões.
Como os primeiros assalariados no século XIV, o nosso trabalho é o motivo e o financiador do lazer e da festa, naquela época ainda no inicio da revolução industrial, os sistemas de trabalho estavam em formação, mais a vontade de aproveitar o tempo fora do trabalho fabril, era em muitas vezes extrapolados a dias de festas e bebedeiras.
Penso que como aqueles, hoje queremos viver e ganhar mais para aproveitar e conquistar as coisas que o próprio mercado nos ensina e nos apresenta como prazeroso e vitorioso. Creio que até mesmo o que fazer com o nosso tempo livre é utilizado pelo mercado capitalista como um produto. E por isso o tempo livre dever ser oferecido como uma mercadoria para diferentes classes de trabalhadores conforme seu ganho e sua condição de adquiri-lo. 

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