quarta-feira, 9 de junho de 2010

Código Ambiental x Código Florestal

Começou!
O debate do novo código florestal do Brasil, teve ínicio ontem na Câmara federal em Brasília. E como não poderia ser diferente os animos esquentaram entre deputados ligados a Frente Parlamentar do Agronegocio liderada pelo deputado Valdir Colatto (PMDB-SC) versus a Frente Parlamentar Ambientalista liderada pelo deputado Sarney Filho (PV-MA). O que se viu na comissão especial de mudança do código florestal, foi o nervosismo e muitos gritos por parte dos deputados das duas frentes e do próprio relator deputado Aldo Rebelo (PCdoB - SP), autor de um relatório de aproximadamente 300 páginas que, os deputados da Frente Parlamentar Ambientalista pediram a leitura integral do relatório e em nova manobra para ganhar tempo, pedirão vistas hoje do relatório. Com muita pressão ou interesses por parte da bancada ruralista no congresso nacional, o relatório esta pendendo para o lado do agronegócio. Como explica um dos pontos do relatório o cientista e professor da USP Jean Paul Metzger, que ao contrário de diminuir a proteção das margens dos rios das Áreas de Proteção Permanente de 30 para 15 metros, como propõe o novo código florestal, o ideal seria uma área de 100 metros desta margem, contemplando assim segundo estudos um melhor desenvolvimento e proteção das florestas e do próprio rio ou nascente. Já o deputado Valdir Colatto (PMDB-SC) acredita que os Estados como ele prospos no Novo Código, deverão fiscalizar e regulamentar conforme as necessidades locais de cada área de Proteção Florestal e formular novas políticas a partir destas necessidades regionais.O deputado participou recentemente na Europa de um congresso sobre energias verdes, e lembrou que a o continente Europeu possuem apenas 0,03 % de florestas e não foi por causa disso que parou de chover ou aconteceu mudanças no clima de lá. Ele defende uma debate amplo sobre o Meio Ambiente e atividades sociais e economias  nas grande cidades. O relator da matéria o deputado Aldo Rebelo ( PCdoB-SP ) defendeu seu relatório nos interesses comerciais do Brasil ligando as ações de ambientalistas aos interesses de nações ricas, que ao interferirem na aprovação do novo código, abalam o desenvolvimento do Brasil.



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