Ontem assisti reportagem da RPC no jornal do meio dia, reportagem interessante sobre um cadeirante, e sua luta para acompanhar uma apresentação no recém reformado Teatro Paiol em nossa Curitiba. Quando defendemos Cultura para todos, a ideia sempre é do pobre no teatro ou cinema, ou seja acesso de bens de cultura para a população carente. Mas a matéria apresentou um pequeno empresário cadeirante querendo assistir uma apresentação musical. Apesar das reformas no teatro o espaço curitibano não pensou em nada para atender este público. Nem os com necessidade especial muito menos o de baixa renda. Constrangedor saber que o empresário teve que fazer Xixi em uma garrafa pet cortada, pois o acesso ao banheiro era absurdo, alias é feio até mesmo para quem não tem necessidades especiais. Nada de rampas, acesso próprio ou banheiro com acessórios especificos. Prova que a reforma não pensou neste povo. A desculpa ao vivo no tele jornal foi que o espaço sofre uma séria de sanções do patrimônio histórico e não pode ser adaptado por completo. Desculpa com cara de mentira. São pequenos detalhes para qualquer leigo como eu ver que é falta de vontade, ou mesmo esquecimento da secretária municipal de cultura com os portadores de necessidades físicas. Alargar a porta do banheiro não afetaria em nada a estrutura do Paiol e nem a fixação das barras dentro do sanitário. Uma pequena rampa tanto na entrada como na bilheteira também não afetaria em nada, e nas arquibancadas, bem se eles foram postas lá é porque podem estar lá sem afetar a estrutura, então podem ser modificadas criando os lugares e acessos com dignidade a cadeirantes. Em fim é tudo falta de vontade do poder público ou esquecimento por parte do mesmo.
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